CNPJ alfanumérico deve começar em julho de 2026 focado apenas em grandes empresas

A Receita Federal deve iniciar, em julho de 2026, a emissão do novo CNPJ alfanumérico para inscrições novas, mas a mudança não deve atingir todos os perfis de empresas ao mesmo tempo.

A tendência, segundo a área técnica do órgão, é que a implementação comece pelas grandes companhias e por setores considerados mais preparados do ponto de vista tecnológico. A informação foi dada pelo coordenador operacional de Cadastros e Benefícios Fiscais da Receita Federal, em entrevista ao Portal da Reforma Tributária.

A estratégia em estudo considera que empresas de maior porte tendem a estar conectadas a fornecedores de tecnologia e sistemas de gestão mais estruturados, o que pode facilitar a adaptação ao novo padrão. Já os microempreendedores individuais (MEIs), não devem entrar nesse primeiro momento da transição no segundo semestre de 2026. A Receita informou que pretende acompanhar a adesão do mercado e publicar um cronograma para dosar essa implantação.

Na prática, a mudança não afetará os CNPJs que já existem hoje. O novo formato, que combinará letras e números, valerá apenas para novas inscrições, enquanto os registros atuais continuarão válidos.

Com isso, os dois modelos deverão coexistir: o numérico, para empresas já abertas, e o alfanumérico, para novos registros feitos a partir da implementação. A própria Receita informa, em sua página oficial sobre o tema, que o CNPJ alfanumérico será atribuído exclusivamente a novas inscrições a partir de julho de 2026.

A alteração foi formalizada pela Instrução Normativa RFB nº 2.229, publicada em outubro de 2024, e faz parte da preparação do ambiente de negócios para a nova fase da reforma tributária. No cronograma oficial divulgado pela Receita, julho de 2026 aparece como marco de implementação do novo modelo.

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