Banco Central mantém taxa básica de juros em 15% ao ano, mas indica corte março

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, estável em 15% ao ano. No entanto, o Comitê sinalizou início de cortes a partir da próxima reunião, em março. Isso porque há uma expectativa de que a inflação esteja mais controlada. O atual patamar é o maior em quase 20 anos.

“O comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, escreveu o Copom.

Desde o ano passado, integrantes do governo defendem que o Banco Central reduza os juros. A avaliação da área econômica do governo é que o patamar elevado dos juros tem diminuído a atividade econômica.

A maioria dos economistas do mercado financeiro já previam a manutenção. A Selic está em 15% desde o fim de junho. Portanto, são quatro reuniões seguidas em que o Banco Central decide manter a taxa nesse nível.

A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo de 3% será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.

Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.

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